A mídia tradicional e estabelecida, que nunca entendeu sobre
a população geral, hoje, para sua grande surpresa, não consegue manejar a
população geral, como sempre fez. Não a população informatizada e que, aos
trancos e barrancos, torna-se politizada e consciente da ordem social, e da recorrente
deturpação desta ordem (na corrupção, abuso de força empregada pelo Estado,
entre outros...), porque esta população não está sentada de frente pra TV dizendo
amém ao Jornal Nacional. Essas pessoas estão na internet, onde o pensamento e a
opinião são mais livres, para o bem ou para o mal. Da classe C em diante, na
escala alfabético-social, nas grades metrópoles ao menos, a família típica
brasileira desses estratos sociais contém ao menos um jovem informatizado,
conectado. É esse jovem que irradia a segunda opinião dentro do núcleo
familiar, fazendo a massa familiar brasileira pensar e ponderar sobre o que vem
da mídia “oficial”. Daí resulta a resposta à pergunta do Datena, sobre a
aprovação popular a uma manifestação mais enérgica. O brasileiro nunca mais
será tão iludido quanto antes, a não ser que assim ele queira.
A internet joga essas mesmas pessoas para a rua, porque uma
coisa é você ler um panfleto sobre um manifesto, outra coisa é você ver seu
amigo, seu irmão, te incitando a luta pelo que ele acredita ser melhor para a
sociedade, e pelo que você concorda pessoalmente ser melhor para a sociedade também.
Se hoje a renda segue não democratizada, ainda formando o abismo entre a classe média pra cima para as subjacentes, a informação, esta sim, já se demonstra muito mais democratizada; e que objeto pode ser mais essencial ao combate à desigualdade econômica que o acesso a esta informação?
A informação desde já é uma responsabilidade social e
democrática de fato!
Que o cidadão comum se sinta responsável por informar a
verdade dos fatos. Que isso seja uma obrigação moral de cada indivíduo, pois
agora ele sabe que detêm nas mãos os meios.
De uma coisa não há dúvidas: quaisquer que sejam os resultados destas manifestações em curto prazo, há de se ver no horizonte um novo tempo para a informação/mídia brasileira (desde que os brasileiros assim desejem e mantenham).
De uma coisa não há dúvidas: quaisquer que sejam os resultados destas manifestações em curto prazo, há de se ver no horizonte um novo tempo para a informação/mídia brasileira (desde que os brasileiros assim desejem e mantenham).
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| Fonte: http://issoaglobonaomostra.tumblr.com/image/52928339400 |
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