É como um lago. E estamos todos na beira dele. E precisamos
saber que ele existe.
A terra firme é boa, nos sustenta o corpo, nos alimenta e passamos quase o tempo todo nela, tanto tempo que nos acostumamos e esquecemos que ela existe, que ela É. Então olhamos pro lago. Lindo e tentador. Entramos nele.
Alguns molham somente as canelas, outros dão um longo mergulho e voltam e há os que se jogam pra nunca mais voltar à superfície.
Os que só vão até o limite das pernas, é porque precisam sentir á água fria e não sólida para lembrarem o quanto é bom pisar na terra firme e aquecida pelo sol de primavera.
Dos que mergulham para voltar, bom, eles precisam chegar até o fundo para saberem os seus limites contrários, até onde eles poderiam ir. Estes correm o risco de encontrarem seu pedaço de chão bastante mudado quando voltarem, ou que este nem esteja lá, que tenha sido levado, ou vendido...
E finalmente os que mergulham para não voltarem jamais. É... neste caso, o que eles encontraram lá embaixo é tão melhor (ou o que tinham lá em cima era tão pior) que não vêem necessidade de retornar, preferem o que acharam, mesmo que acabem afogados.
E é isso, todos nós precisamos saber como é o lado de lá, para refletirmos sobre o lado de cá. E isso é uma constante, isso nunca termina e estamos sempre de um lado pro outro. E o único risco é de querer voltar e não achar o lado contrário como era quando foi deixado.
Pagaria pra ver?

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