Isto fui eu em 2008.
E foi tropeçando nisto a pouco que resolvi voltar a guardar aqui o que eu escrevo.
Sem promessas, pra poder ser o que quiser e quando quiser.
SEXTA-FEIRA, 25 DE JULHO DE 2008
Carta ao inimigo
Eu poderia amar-te,
por mostrar-me como é vida,
mas não te amo
Eu poderia odiar-te,
por mostrar-me como há pessoas más num mundo tão vasto,
mas não te odeio
Eu poderia vingar-me de ti,
pelo o que já sofri em suas mãos,
mas não me vingo
Pois você me ensinou a ser superior
Com sua baixeza aprendi o quanto sou uma pessoa boa e melhor
Com o seu ódio aprendi a importância do amor
Com sua inimizade aprendi o valor do amigo
Com seu veneno aprendi o bom efeito de cura de uma conversa
São por essas razões que não te amo, nem te odeio e nem me vingo
Mas te reservo um lugar na minha mais importante ignorância.
QUINTA-FEIRA, 10 DE JULHO DE 2008
Sobre o Arrependimento
O arrependimento é algo difícil a ser tratado.
É uma das coisas mais difíceis de se conviver, e, embora muita gente diga que nunca se arrepende do que faz, cada pessoa tem o seu, mesmo lá no fundo, encoberto com camadas espessas de orgulho, ele ainda continua ali, ele está ali, ele “é” ali.
Poucas coisas são capazes de liquidar um arrependimento, uma dessas é o perdão (que não vem sempre) e a outra é a chance de refazer, que também não é freqüente, aliás, muito menos freqüente que o perdão, isto é, se ela aparecer, não a deixe escapar; a conseqüência será um arrependimento dobrado.
De todos os arrependimentos que uma pessoa pode ter, em minha opinião, nenhum é pior que de não ter feito, não ter realizado, de não ter ido, de não ter sido, de não ter amado, de não ter aproveitado, quando ela teve a oportunidade.
Conviver com o arrependimento é difícil, mas quando ele está acompanhado da dúvida, é quase, se não, insuportável. Nada mais angustiante do que se pegar pensando no famigerado “e se...”
É simplesmente ruim quando você pensa nas inúmeras possibilidades que resultariam aquela atitude que você não tomou.
Certamente a razão de você não ter tomado essa atitude foi o medo, o medo de se arriscar, medo do que poderia vir depois, e por causa desse medo acabou não vindo nada.
É estranho pensar que quase tudo nessa vida é único e momentâneo, e mesmo sabendo isso, nós deixamos escapar coisas realmente importantes e únicas e, por quê? Pelo simples fato de sermos humanos, e que por isso já viemos com um pacote de emoções e nele está incluído o medo. Não que o medo seja de exclusividade humana; praticamente todos os animais o têm, porém, neles o instinto é conservado, e isso os faz arriscar, enquanto em nós, o mesmo parece que é reprimido e esquecido. Já percebeu o quanto uma criança de 4 anos pode ser sincera, sem nenhum medo ou receio de falar o que pensa, enquanto uma de 10 já é bem comedida com as palavras, e uma pessoa adulta chega até a tolerar a maioria dos acontecimentos com bastante hipocrisia?
Isso é o nosso instinto que parece ser podado com o tempo, sobrando no final só um pequeno resquício do que era no inicio.
É a falta deste instinto que às vezes nos faz vacilar ante algumas escolhas, e são essas escolhas não feitas que se transformam em arrependimentos tempos depois.
Resumindo: não é sempre que você terá uma segunda chance, então tente não deixar escapar de primeira; o arrependimento são duas pedras muito pesadas, que você tem que carregar no coração, na mente ou em ambos.
É uma das coisas mais difíceis de se conviver, e, embora muita gente diga que nunca se arrepende do que faz, cada pessoa tem o seu, mesmo lá no fundo, encoberto com camadas espessas de orgulho, ele ainda continua ali, ele está ali, ele “é” ali.
Poucas coisas são capazes de liquidar um arrependimento, uma dessas é o perdão (que não vem sempre) e a outra é a chance de refazer, que também não é freqüente, aliás, muito menos freqüente que o perdão, isto é, se ela aparecer, não a deixe escapar; a conseqüência será um arrependimento dobrado.
De todos os arrependimentos que uma pessoa pode ter, em minha opinião, nenhum é pior que de não ter feito, não ter realizado, de não ter ido, de não ter sido, de não ter amado, de não ter aproveitado, quando ela teve a oportunidade.
Conviver com o arrependimento é difícil, mas quando ele está acompanhado da dúvida, é quase, se não, insuportável. Nada mais angustiante do que se pegar pensando no famigerado “e se...”
É simplesmente ruim quando você pensa nas inúmeras possibilidades que resultariam aquela atitude que você não tomou.
Certamente a razão de você não ter tomado essa atitude foi o medo, o medo de se arriscar, medo do que poderia vir depois, e por causa desse medo acabou não vindo nada.
É estranho pensar que quase tudo nessa vida é único e momentâneo, e mesmo sabendo isso, nós deixamos escapar coisas realmente importantes e únicas e, por quê? Pelo simples fato de sermos humanos, e que por isso já viemos com um pacote de emoções e nele está incluído o medo. Não que o medo seja de exclusividade humana; praticamente todos os animais o têm, porém, neles o instinto é conservado, e isso os faz arriscar, enquanto em nós, o mesmo parece que é reprimido e esquecido. Já percebeu o quanto uma criança de 4 anos pode ser sincera, sem nenhum medo ou receio de falar o que pensa, enquanto uma de 10 já é bem comedida com as palavras, e uma pessoa adulta chega até a tolerar a maioria dos acontecimentos com bastante hipocrisia?
Isso é o nosso instinto que parece ser podado com o tempo, sobrando no final só um pequeno resquício do que era no inicio.
É a falta deste instinto que às vezes nos faz vacilar ante algumas escolhas, e são essas escolhas não feitas que se transformam em arrependimentos tempos depois.
Resumindo: não é sempre que você terá uma segunda chance, então tente não deixar escapar de primeira; o arrependimento são duas pedras muito pesadas, que você tem que carregar no coração, na mente ou em ambos.
SEXTA-FEIRA, 4 DE JULHO DE 2008
Começando
Primeiro dia!
Não há muito o que dizer, não ainda. Só que não tinha muita coisa pra fazer, me veio uma idéia em forma de lampejo e agora esse blog é inaugurado.
Não sei muito bem como vai começar e nem onde vai parar, mas espero que tenha alguma utilidade, pra mim e pra quem vier a ler (se alguém ler).Por enquanto é isso.
E assim se encerra o primeiro ato...
Não há muito o que dizer, não ainda. Só que não tinha muita coisa pra fazer, me veio uma idéia em forma de lampejo e agora esse blog é inaugurado.
Não sei muito bem como vai começar e nem onde vai parar, mas espero que tenha alguma utilidade, pra mim e pra quem vier a ler (se alguém ler).Por enquanto é isso.
E assim se encerra o primeiro ato...
Nenhum comentário:
Postar um comentário